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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Nathália Cacilie e suas histórias nada comuns

Conheci Nathália Cacilie através da leitura dos comentários feitos por ela nos capítulos de um livro da plataforma de leitura virtual chamada Wattpad. No curto espaço dos comentários identifiquei uma análise profunda da personagem principal do livro em questão e das razões pelas quais ela agia dessa ou daquela maneira. Não eram comentários vulgares ou rasos, mas, sim de quem sabia do que estava falando.


Além de estimular o interesse pelo livro, os comentários da Nathália me fizeram querer saber mais sobre ela. Dessa maneira, cheguei ao seu perfil na mesma plataforma e aos livros escritos por ela. Sim, ela é escritora, além de leitora perspicaz. E é também psicóloga e psicanalista. E, por isso mesmo, criadora de personagens contundentes, que nada tem de comum ou vulgar.
capa de "Ignácio e Annabella"


É assim, por exemplo, a Laura, protagonista de Ignácio e Annabella. Aliás, quando comecei a ler esse livro, o primeiro pensamento foi: “por que a protagonista de um livro que se chama ‘Ignácio e Annabella’ se chama Laura? Porque, a princípio, essa parece ser a história de amor de Ignácio e Annabella.” Esse é um dos grandes mistérios deste livro e você vi ter que ler para descobrir.

A história começa mais ou menos assim: Laura recebe a informação de que é beneficiária da herança de uma tia que ela nem sabia que existia. Daí ela viaja para receber essa herança, mas, já na estrada começa o mistério: pedras aparecem do nada na frente de seu carro. No entanto, é quando chega à antiga morada da tia que esse mistério se instala pra valer: quartos lacrados, bandejas de comida que aparecem do nada… a partir daí a trama vai ficando cada vez mais inusitada.
capa de "A Aliança Esquecida"


Já, “A Aliança Esquecida é um romance delicioso. No segundo capítulo está um dos trechos mais belos que já li em romances. Trata-se da descrição de uma cena na qual a protagonista, Amanda, observa o ocupante do quarto ao lado, em uma pousada. Uma cena que, a princípio, nos pareceria trivial, se torna extraordinária pela forma como é descrita, e também, porque o que nos foi revelado sobre Amanda, no capítulo anterior, conduz o nosso olhar.

capa de "Dói mas passa"


Mas, Nathália não escreve só ficção. Está na minha lista de leitura o seu “Dói mas passa”, um guia para quem acabou de passar por uma traição (na condição de traído, claro!). A autora avisa que, embora tenha sido escrito para mulheres, pode ser lido por qualquer um. Afinal, todos nós estamos sujeitos a passar por esse sofrimento. O que ela mostra, amparada em sua experiência como psicóloga e psicanalista, é como superar e abrir espaço em sua vida para novas experiências.

E aí, ficou com vontade de saber mais sobre essa escritora talentosa e seus livros? É só segui-la  no Facebook