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domingo, 15 de janeiro de 2017

Fiquei desempregado. E agora?

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Ela se viu desempregada de uma hora para a outra. Na verdade, alguns sinais já demonstravam que alguma coisa estava errada em seu trabalho, mas, ela já passara por tantas crises ali…


Era uma workaholic assumida. Dedicava tal atenção ao trabalho que era chamada de “puxa-saco” pelos colegas. Ela simplesmente não era capaz de “se entregar pela metade” em o que quer que fosse. Se era o momento de trabalhar lá estava ela de corpo e alma, se era hora de cuidar da família, a dedicação era total.

Mas, o fato é que agora, pela primeira vez na vida, ela estava desempregada e totalmente sem dinheiro. Pois, embora trabalhasse desde a adolescência, nunca foi capaz de guardar um tostão. Primeiro teve que ajudar a mãe a criar os irmãos; depois, foi a vez de pagar a faculdade, a prestação do apartamento no qual agora mora com a mãe e o irmão mais novo. E agora não tinha emprego e não tinha dinheiro. E olha que nem está tão nova mais.

Nos primeiros dias ela manteve um entusiasmo inexplicável. “Isso não vai durar muito”, pensou ela. “Logo, logo terei um novo trabalho”. E assim, durante semanas saiu diariamente para distribuir currículos, falar com os conhecidos. Mas, os dias se passaram sem que ela conseguisse qualquer colocação em sua área ou em qualquer outra.

E mais: ela descobriu uma realidade que, por ter estado a maior parte do seu tempo ocupada com o trabalho e com a família, ainda não tinha se dado conta. A economia do país vai de mal a pior e o índice de desemprego é muito grande. Andando pela cidade à procura de emprego pode perceber os sinais da crise econômica pelas ruas. Em cada esquina há alguém vendendo alguma coisa: um carrinho de churros, ou de churrasquinho. Há ainda os que vendem algodão doce, doces diversos, geladinho, queijos…

Vendedores de alimentos não são um fenômeno novo na cidade. Mas, o que a assusta é que a aumentou demais o número de pessoas se dedicando à atividade. E conversando com essas pessoas, ela descobriu que a maioria delas perdeu o emprego recentemente; e não encontrou nova colocação no mercado formal de trabalho.

Ela está desempregada e sem dinheiro. E conforme o tempo vai passando ela percebe que será muito difícil encontrar um novo emprego. Ela precisa se reinventar. Mas, como?

O que há de positivo nesse contexto? Quais são as forças nessa situação?


  • O tempo - quando trabalhava ela nunca tinha tempo para nada, pois se dividia entre as longas horas na empresa e os cuidados com a família. Hoje, ela tem tempo. Tempo para voltar o olhar para si mesma e se conhecer melhor. Tempo para estudar, aprender algo novo, adquirir uma nova habilidade.

  • A oportunidade de estudar - antes, por falta de tempo ela não podia estudar. Ou estudava apenas temas referentes ao seu trabalho. Hoje ela pode escolher o que vai aprender, como vai aprender e quando vai aprender. Afinal, ela tem o dia todo disponível.


Mas, como estudar, se ela tem tempo e não tem dinheiro?


Simples. A Internet oferece uma infinidade de opções para se estudar de graça. São vídeo aulas no YouTube, portais inteiros dedicados à educação. Quer saber mais? Dá uma olhada aqui.. Ou aqui também.

  • A oportunidade de ensinar - Em todo esse tempo como funcionária dedicada, ela certamente aprendeu muita coisa. E muito do que ela sabe pode ser bastante útil para muita gente. Agora que ela tem tempo, poderá se dedicar a ensinar o que sabe. E poderá inclusive cobrar por isso. Como fazer? São inúmeras as possibilidades, desde distribuir panfletos oferecendo o serviço até produzir aulas para a Internet. Saiba mais aqui.


Ficar desempregado é uma situação que ninguém deseja. No entanto, ninguém está livre disso, não é verdade? Mas, como você pode perceber, dá para se reinventar, o que não dá é para ficar paralisado, dando munição para a depressão. Quer saber mais como dar a volta por cima em situações de adversidades? Conheça o ebook “Lições da Terapia: Como se livrar dos pensamentos paralisantes e levar uma vida leve e produtiva