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domingo, 3 de dezembro de 2017

Euterpe Centenária

Quando cheguei a Caetanópolis, há mais de uma década, algo me chamou a atenção desde o primeiro instante. Todas as tardes, após o trabalho, seguia para a Avenida Maestro Zé Bedeu, aquela que margeia o córrego Traíras e que é utilizada por boa parte dos moradores da cidade como pista de cooper. No afã de manter hábitos saudáveis, gastava meus passos ao longo da avenida e, durante o trajeto ia reencontrando amigos e fazendo novas amizades.

Ao longo do caminho meus ouvidos eram brindados a cada instante com um som diferente. E não era o soar das buzinas dos automóveis ou as conversas em torno dos portões. A trilha sonora das minhas caminhadas era composta por acordes, um tanto inseguros,  melodias, às vezes desafinadas, extraídas ora de clarinete, ora de um trompete. Quis saber mais sobre aquilo e então descobri que na minha nova cidade havia uma banda de música. Que também era uma escola. E que aqueles sons aleatórios que ouvia todas as tardes eram produzidos pelos alunos em seus deveres de casa.

Poucos meses depois chegou o convite. A Banda de Música Euterpe Santa Luzia convidava para seu concerto de final de ano. Eu, naturalmente, não perderia esse evento por nada. Como sempre, naquela sexta-feira saí bem tarde do trabalho. Mas, não me preocupei muito com isso, afinal, um concerto de banda de música de uma cidadezinha do interior não deve ser um evento muito concorrido, então, ainda que chegasse em cima da hora, seria fácil encontrar uma boa posição para apreciar o certame.

Concerto de Aniversário da Banda de Música Euterpe Santa Luzia, realizado no Clube da cidade em dezembro/2013

Qual não foi a minha surpresa ao encontrar o local lotado! Todas as cadeiras estavam ocupadas e algumas dezenas aguardavam, em pé, o início da apresentação. O jeito foi me misturar à multidão e encontrar um cantinho onde pudesse avistar minimamente o palco. As pessoas, em suas melhores roupas, comentavam o programa, composto por clássicos da música mundial e dobrados e valsas de autoria de músicos da banda. E, quando o espetáculo começou esqueci o incômodo de estar em pé e espremida. Era só enlevo!

Naquele exato instante decidi que Caetanópolis seria a cidade onde passaria a viver de modo definitivo.  Aqui educaria minha filha. Este era, sem dúvida, o cenário perfeito para os meus projetos de vida. Nem preciso dizer que minha filha frequentou as aulas de iniciação musical e tornou-se musicista da banda.

O ensino da música é tão importante que tornou-se obrigatório na educação básica, nas redes pública e particular, com a publicação da  Lei nº 11.769, no Diário Oficial da União no dia 19 de agosto de 2008. Todos nós sabemos que, infelizmente, embora tanto tempo tenha se passado desde a publicação da Lei, que previa o prazo de três anos para que a disciplina fosse incluída entre as obrigatórias na grade curricular em todas as escolas do território nacional, ainda são pouquíssimas as experiências bem sucedidas de ensino dessa disciplina no ensino regular.

Concerto de Aniversário da Banda de Música Euterpe Santa Luzia, realizado no Clube da cidade em dezembro/2013


Em Caetanópolis, a Banda de Música Euterpe Santa Luzia representa uma excelente oportunidade para as famílias que pretendem oferecer uma educação de qualidade para suas crianças e adolescentes. Ao longo do tempo, a escola de música vinculada à corporação musical formou gerações de músicos, oferecendo ensino de qualidade, contribuindo para a formação geral de seus alunos e preparando-os para cursos superiores de música.

O atual maestro da banda, Basílio Nascimento, é o exemplo mais pertinente da importância do trabalho de formação desenvolvido pela Euterpe. Nessa escola recebeu, a partir do ano de 2003, a  formação básica em Teoria Musical e Solfejo. Em 2011, Basílio concluiu o bacharelado em Música, com habilitação em Clarinete, pela Universidade do Estado de MInas Gerais (UEMG). Nos anos seguintes, atuou como professor em diferentes instituições até assumir, no início de 2016, a regência da Euterpe Santa Luzia.

No ano de 2009 apresentou-se como solista à frente da Banda de Música Euterpe Santa Luzia, o clarinetista Eduardo Gonçalves dos Santos, interpretando o Concerto para Clarinete e Orquestra de Wolfgang Amadeus Mozart, sob a regência do Maestro Valdomi Carneiro do Nascimento. Eduardo é doutorando em Execução Musical pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), mestre em Execução Musical também pela UFBA e bacharel em Clarinete pela UEMG. Atualmente, é professor na empresa Faculdade De Música Es e Clarinetista na empresa Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo. Os primeiros passos para a carreira de sucesso foram dados na escola de música da Euterpe Santa Luzia.

Esses são apenas dois exemplos, dentre inúmeros, de ex-alunos que seguiram carreira acadêmica. No entanto, há aqueles que, mesmo sem um curso superior na área, aproveitaram a sólida formação recebida para construir uma trajetória profissional de sucesso, compondo bandas de bailes renomadas ou mesmo seguindo carreira solo.

Neste 13 de dezembro de 2017, a Euterpe completa 100 anos de existência oficial. Dentre as atividades desenvolvidas para comemorar a data, está a publicação, em sua página no Facebook, de uma série de posts sobre fatos relevantes de sua história. Os comentários estão recheados de relatos orgulhosos de ex-alunos, o que comprova tudo o que foi dito acima.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Neste 25 de novembro estive em Santana de Pirapama

Neste 25 de novembro estive em Santana de Pirapama. Não na Igreja Matriz - hoje elevada à categoria de Santuário - onde fui batizada, me casei, tive a minhas Missas de 15 anos, de formaturas e provavelmente será rezada a de sétimo dia. Tampouco estive na E.E “Cel. Domingos Diniz Couto”, onde estudei por longos anos e vivi parte de minha trajetória profissional.


A  manhã de sábado, passei na Escola Municipal “José Maria da Fonseca”. O convite era para uma Feira Literária. E qualquer evento ligado a livros e literatura é lugar onde gosto de estar. Desde o primeiro instante fui seduzida por aquele clima peculiar de escola, cheia de crianças e adolescentes, onde a cada instante somos convidados a aprender. Este foi o meu ambiente por tanto tempo! E mesmo depois de mais de uma década, a identificação é imediata. E assim, em poucos minutos me vejo coordenando um grupo de alunos na tarefa de decorar uma sala de aula.




Fui preparada para uma palestra; ou para dar o meu depoimento de leitora apaixonada. Por isso mesmo não estava pronta para o que me aguardava: ser a escritora homenageada de uma das turmas. Até mesmo porque ainda me falta muito para me tornar uma escritora. Desde muito cedo me apaixonei pelos livros. E, de tanto ler, era natural que meu principal meio manifestação fosse a palavra escrita. E foi assim que surgiram os primeiros versos, ainda na minha adolescência.

Anos depois reuni meus singelos poeminhas em um volume ao qual denominei “Devaneios”. Porque eles não passavam disso mesmo: devaneios de uma adolescente cheia de esperanças, misturada ao pó do caminho da escola, cujo sonho maior era vencer a pobreza e o isolamento.

Em todos aqueles anos de luta - caminhar por duas horas para chegar à escola, atravessar o Rio da Velhas de canoa, etc - tudo o que desejava era me formar, ter um emprego e conquistar minha independência financeira. É bem verdade que Dona Márcia, Dona Lenice e Dona Carminha, professoras de Geografia, História e Educação Moral e Cívica, respectivamente, deram um empurrãozinho forte quando me convenceram de que, de minha turma da quinta série do ano de 1986, poderia sair o(a)  futuro(a) presidente do Brasil.

Eu não me tornei presidente do nosso país. No entanto, descobri que poderia me tornar sujeita da minha própria história. O que isso significa? Fazer escolhas que promovam o meu desenvolvimento como ser humano e contribuam para o desenvolvimento daqueles que me cercam. Minha própria trajetória me faz acreditar na Educação como o verdadeiro instrumento de transformação social.

E neste último sábado essa minha certeza se tornou ainda mais sólida. “Devaneios”, o livro escrito por uma adolescente, foi declamado por adolescentes. E cada leitor começava a sua fala assim: “o poema com o qual me identifico é esse…”. Essa identificação ocorre porque, embora muito tempo tenha se passado, as dúvidas, os sonhos, as incertezas dos adolescentes de hoje não são diferentes dos meus quando escrevi os poemas. A adolescência é um tempo mais de perguntas do que de respostas.


Eu também me identifiquei com aqueles jovens. Assim como eu, eles são oriundos da zona rural. É verdade que agora chegam à escola de ônibus. No entanto, deixam suas casas, suas famílias e seus costumes diariamente pelo sonho de se formarem, ter uma profissão e independência financeira.

Mas é uma jovem em especial que me faz perceber que estou ali menos pelo que escrevi do que pela minha trajetória. É quando ela diz: “você é minha inspiração. Conheço sua história e sei que é possível para mim também”. Daiana é só uma menina; mas, já tem filho e marido. Ainda assim se mistura aos demais da sua idade, no afã de recuperar o tempo perdido e concluir a sua educação formal. Como eu no passado, também ela se levanta quando ainda está escuro. E vai driblando as dificuldades próprias de quem mora na roça e tem que se deslocar até a cidade para estudar. Olho em seus olhos e vejo esperança.

E assim, passado, presente e futuro vão se misturando em minhas vistas turvas pelas lágrimas. Valeu a pena meu passado de luta! Sou espelho para essa jovem que hoje constrói seu futuro.

Nem preciso dizer que minha manhã  foi de muita emoção! E de muitos reencontros. Reencontros com colegas da escola, reencontro com colegas de trabalho, amizades verdadeiras que não esmaeceram com o tempo.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Por que você deve visitar esse museu?

Em Caetanópolis, cidadezinha situada às margens da BR-040, rodovia que liga as cidades de Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ), distante 100 Km de Belo Horizonte, está o Museu Têxtil Décio Magalhães Mascarenhas. Vale a pena fazer uma visita!



Museu Têxtil Décio Magalhães Mascarenhas - Caetanópolis (MG)


O museu está situado no interior das instalações da mais antiga fábrica de tecidos em atividades no país e seu acervo nos leva a uma viagem pela história da indústria têxtil no Brasil. São maquinários, equipamentos, amostras de tecido, fotografias e dezenas de artefatos que representam muito mais do que um retrato da atividade fabril ao longo do tempo.

As marcas do uso intenso e longevo que trazem são entrelinhas a nos contar um pouco de como se davam as relações humanas naquele universo. E, para ajudar a contar essa história estão centenas de documentos, preservados pela empresa e disponíveis para pesquisa no museu. 

Dezenas de pesquisadores, alguns renomados, já fizeram suas pesquisas aqui. E ao fazê-lo se deparam com documentos como a correspondência que reproduzo a seguir. 



"São Sebastião, 07 de janeiro de 1918

Prezado Antonino,

Saúde e muitas felicidades.

O ilustre Sr. Chico Ribeiro, gerente da Fábrica de Montes Claros convidou e tirou-me daqui o meu tintureiro, procedimento este bem fora das nossas praxis, mas, não faz mal, pois leva uma boa espiga.

Vou por no lugar aqui este rapaz que é um inválido aí na Fábrica, tendo perdido a mão na estragadeira. É inteligente e já tem alguma ideia da dança, e com um braço de menos sujeita-se a um ordenado de uns 3 macacos por dia, e este não será seduzido pelo digníssimo Sr. Chico Ribeiro.

Venho te pedir para consentir que ele tome aí umas ligeiras noções da coisa; e peço-te também se entender para isso com o Nhonho José Antonio, que estou certo não se negará a fazer-me este favor e benefício a este pobre rapaz.

E como vai V. aí de negócios? Aqui não estou vendendo absolutamente nada, mas, não me incomodo com isto, pois, de agora em diante as coisas hão de forçosamente consertar, pois o povo não pode passar sem os meus paninhos ordinários.

Sem mais, sou com estima,

Aristides



Essa carta nos permite fazer algumas análises:


*Como era feita a gestão de pessoas nas empresas: "Vou por no lugar aqui este rapaz que é um inválido aí na Fábrica, tendo perdido a mão na estragadeira*. É inteligente e já tem alguma ideia da dança, e com um braço de menos sujeita-se a um ordenado de uns 3 macacos por dia, e este não será seduzido pelo digníssimo Sr. Chico Ribeiro."

*Essa máquina levava esse nome em razão da quantidade de acidentes que ocorriam no seu manejo. Você pode conhecer uma máquina dessas na visita ao Museu.


*Como eram os treinamentos de funcionários: "Venho te pedir para consentir que ele tome aí umas ligeiras noções da coisa; e peço-te também se entender para isso com o Nhonho José Antonio, que estou certo não se negará a fazer-me este favor e benefício a este pobre rapaz.


*Qual era a visão que o industrial (pelo menos esse) tinha de seus próprios produtos e clientes: " Aqui não estou vendendo absolutamente nada, mas, não me incomodo com isto, pois, de agora em diante as coisas hão de forçosamente consertar, pois o povo não pode passar sem os meus paninhos ordinários."

É inevitável fazer uma comparação com os dias atuais; perceber as rupturas e permanências no decorrer do tempo. Esse é o grande barato da História: contribuir para uma melhor compreensão do presente a partir da análise de fatos do passado.

Como fazer geleia de amora

Uma das vantagens de se ter um quintal carregado de plantas é essa: deu vontade de comer uma geleia é só ir ali, colher a matéria-prima e dar início aos trabalhos. Em pouco tempo, temos uma maravilhosa e saudável geleia prontinha para passar no pão, na torrada, na carne e onde mais  a gente quiser!




Hummmmm!!!!!!Delícia

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Sustentabilidade e Educação

Sustentabilidade e Educação

            Um dos temas mais debatidos nos últimos tempos é a questão da Sustentabilidade. Por todos os lados surgem negócios e empresas sustentáveis; os indivíduos estão preocupados em adotarem um modelo de vida mais sustentável. Parece mais uma expressão da moda.
 Mas, os constantes desastres ambientais, as profundas desigualdades sociais, a consciência de que os recursos naturais não são infinitos, a violência extrema, e outros sérios problemas da atualidade sinalizam para a necessidade de se rever a forma como o ser humano vem ocupando o Planeta Terra, especialmente nos últimos séculos.
As organizações percebem a cada dia que sua sobrevivência depende da forma como lida com seus stakeholders; conscientizam-se da importância de se rever seus processos produtivos. Os governos se percebem frágeis diante da pressão exercida pelas desigualdades sociais. Os indivíduos descobrem que a acumulação de bens e riquezas, por si só, não garantem a realização pessoal e a sobrevivência em um mundo tão conturbado. JACOBI (2003), afirma que o tema da sustentabilidade “implica a necessidade de se multiplicarem as práticas sociais baseadas no fortalecimento do direito ao acesso à informação e à educação ambiental em uma perspectiva integradora”. Ele afirma ainda que “a problemática da sustentabilidade assume neste novo século um papel central na reflexão sobre as dimensões do desenvolvimento e das alternativas que se configuram” (JACOBI, 2003)
Mais do que um modismo, a sustentabilidade deve permear desde nossas ações do dia-a-dia até o estabelecimento de programas de governos e políticas públicas e o planejamento estratégico das organizações. Reverter a ordem atual, marcada pela imensa crise ambiental, social e política na qual o Planeta encontra-se mergulhado depende da parceria entre os cidadãos, os governos e as organizações. Trata-se de agir localmente pensando nas implicações globais de nossas atitudes. E a Educação tem um papel preponderante nesse processo: um novo olhar sobre o processo educativo se faz necessário. Novos paradigmas deverão ser assumidos pelos profissionais da Educação, os quais deverão protagonizar esse processo de mudança. 
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O conceito de desenvolvimento sustentável

            O conceito de desenvolvimento sustentável como sendo aquele modelo de desenvolvimento capaz de satisfazer as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades, surgiu em 1987 em um documento intitulado “Nosso Futuro Comum”, elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e desenvolvimento. Essa comissão foi criada pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de examinar as questões críticas sobre o meio ambiente e formular propostas realísticas para abordá-las, além de propor formas de cooperação internacional nesse campo, dentre outras.
O processo de desenvolvimento sustentável deve considerar três aspectos: viabilidade econômica, correção ecológica e justiça social, sempre se respeitando a diversidade cultural. Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade remetem à necessidade de uma nova forma de interação com os recursos naturais e com as outras pessoas, de modo a se garantir a permanência do ser humano sobre o Planeta Terra.

A relação entre Educação e Sustentabilidade

            É impossível pensar o desenvolvimento sustentável de uma localidade sem considerar o papel da Educação nesse processo. O nível de escolarização de um povo e, principalmente, o modo como se dá esse processo de escolarização determina o modo como esse povo interage com seu meio ambiente e estrutura as suas relações sociais. Gregório Benfica, em seu artigo “Sustentabilidade de Educação”, afirma que “tornou-se consenso relacionar Educação e desenvolvimento, de tal forma que determinados modelos de desenvolvimento e/ou objetivos econômicos direcionam as políticas educacionais”. Sendo assim, segundo o autor, “desenvolvimento sustentável exige um novo modelo educacional. Esse novo modelo deverá contribuir para a formação de uma consciência ecológica”.

1-    A Educação como estratégia para o aumento da renda e melhora das condições sociais:
Melhorar os níveis de escolarização contribui para o aumento da renda e, consequentemente das condições sociais das pessoas. Daí a necessidade da inclusão escolar e qualidade do ensino. Questões como empreendedorismo e consumo consciente devem permear o processo educativo desde as séries iniciais. As organizações devem preocupar-se com a formação de seus colaboradores, aos governos cabe oferecer Educação de qualidade e para o cidadão fica o papel de garantir seu direito à essa Educação através da mobilização e da conscientização.
Uma pesquisa feita com alunos de 40 instituições de ensino superior da região metropolitana de São Paulo, citada pela Revista de Ensino superior, por exemplo, mostra que a renda dos estudantes cresce em média 56% durante a realização do curso. O desemprego também diminui na medida em que os estudos avançam. Na pesquisa citada, 48% dos estudantes do primeiro ano do Ensino Superior declararam ter algum tipo de trabalho remunerado. Esse índice sobe para 69% entre os alunos dos últimos anos.

2-      A Educação como estratégia para melhor compreensão dos fenômenos naturais e das conseqüências das ações do ser humano sobre o planeta Terra:

A maior parcela da população mundial vive atualmente nas cidades, cujo crescimento acelerado ocorreu sem planejamento. A urbanização e a industrialização acarretaram uma degradação das condições de vida e uma crise ambiental. Urge rever a forma como a humanidade lida com os recursos naturais, já que os mesmos não são infinitos. Nesse processo, a Educação pode contribuir na criação de tecnologias mais limpas para a produção de novos materiais e de reaproveitamento de materiais já existentes. Investimentos em Educação e em pesquisa proporcionarão a utilização de matrizes energéticas limpas, não poluidoras.

3-      A Educação como estratégia para o entendimento da relação entre o respeito à diversidade cultural e a promoção da justiça social.

O processo educativo pode contribuir para uma melhor convivência entre os povos e entre os diferentes em uma sociedade. A escola, em seus diferentes graus de ensino pode proporcionar o conhecimento e reconhecimento das culturas tradicionais e promover uma sociedade mais justa, onde os cidadãos têm reconhecidos os seus direitos e estejam aptos a cumprirem seus deveres.

Conclusão

É impossível pensar o desenvolvimento sustentável do Planeta Terra sem a contribuição da Educação. As pessoas e entidades envolvidas com o processo educativo devem se conscientizar de seu papel fundamental nesse processo. E a sociedade, por sua vez, deve reconhecer a escola e os educadores como parceiros essenciais nesse processo, valorizando-os e apoiando-os.




BENFICA, Gregório. Sustentabilidade e Educação. Disponível em http://www.seara.uneb.br/sumario/professores/gregoriobenfica.pdf, acesso em 29/11/10.

JACOBI, Pedro. Educação Ambiental, cidadania e sustentabilidade.Cadernos de Pesquisa nº 118, p.189-205, março/2003. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/cp/n118/16834.pdf, acesso em 30/11/2010.

12/12/2010.